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Cooperativismo em alta no Espírito Santo

Cooperativismo

Cooperativismo

O Dia Internacional do Cooperativismo, celebrado no primeiro sábado de julho, dia 3 este ano, teve um significado especial para 152 mil cooperados de todo o Estado. Nos últimos anos o segmento tem conquistado avanços significativos em sua organização, além de experimentar um crescimento econômico acima da média nacional. O salto de qualidade do cooperativismo capixaba pode ser atribuído ao fato do Espírito Santo possuir uma das mais modernas e avançadas legislações do país em matéria de regulamentação, segundo dirigentes da Organização das Cooperativas Brasileiras (OCB/ES).

A Lei que instituiu a política estadual do cooperativismo, promulgada em 17/01/2006, é fruto de uma indicação que encaminhei ao governador Paulo Hartung. Naquela ocasião discuti, detalhadamente, a proposta com o segmento cooperativista antes de apresentá-la ao governo.

A legislação estadual definiu o que são sociedades cooperativas e sua relação com a administração pública; estabeleceu diretrizes e regras para o fomento, incentivo e desenvolvimento da atividade cooperativista; e, criou o Conselho Estadual do Cooperativismo, composto por representantes do governo estadual e do sistema OCB/ES. Outro avanço da lei está na exigência do Certificado de Regularidade Técnica para que as cooperativas participem de licitações e possam vender produtos e serviços, ou firmar de convênios com o governo estadual e os municípios.

Sendo eu próprio um profissional cooperado, ex-dirigente de cooperativa médica e ex-presidente da Frente Parlamentar de Apoio à Política Estadual do Cooperativismo da ALES, sigo na luta em defesa do projeto que cria a nova Lei Geral do Cooperativismo, atualmente em tramitação no Senado Federal.

Aqui no Espírito Santo fizemos a nossa parte. Agora quero ser deputado federal para consolidarmos, no Congresso Nacional, uma legislação que fortaleça o cooperativismo em todo o País. A Lei federal em vigor é de 1971 e não representa mais a realidade econômica brasileira diante da diversidade que temos hoje no segmento cooperativista. Modernizar é preciso.

Menos impostos, mais empregos

A taxa de desemprego apurada pelo IBGE nas seis principais regiões metropolitanas do país ficou em 7% no mês de junho passado, portanto, muito próxima de países como Canadá, Reino Unido e Alemanha. Esses números oficiais me incentivam a continuar defendendo a bandeira de uma ampla reforma tributária, que possa cortar impostos e aliviar a brutal carga, atualmente em torno de 36% do PIB do país, que pesa nos custos das empresas e nos salários dos trabalhadores. Eu defendo a tese de “Menos Impostos, Mais Empregos”. A sociedade não aguenta pagar tanto tributo embutido em produtos e serviços.

Precisamos urgentemente reformar o sistema tributário brasileiro para fazer o Estado cobrar menos do cidadão, gastar menos em seu custeio e investir melhor o que arrecada em benefício da sociedade, da educação, da saúde, do meio ambiente, da ciência e tecnologia, da cultura, do esporte, da segurança. Esse debate é fundamental e deve-se dar no Congresso Nacional imediatamente, assim que tomarem posse os novos deputados federais e senadores.

Quero estar lá, na Câmara Federal, para levantar essa bandeira e criar um movimento vigoroso em defesa do crescimento, do emprego, da justiça tributária. O Brasil, infelizmente, ainda é uma nação injusta. Aqui, quem paga mais imposto, proporcionalmente, são os pobres. Reduzir imposto beneficia toda a população, especialmente os menos favorecidos. Menos imposto significa mais consumo, mais emprego, mais crescimento econômico, mais cidadania. Quem concordar com essa proposta venha comigo!

Vamos mudar o Brasil para melhor, criando leis socialmente mais justas e um ambiente mais propício ao desenvolvimento sustentável.

A indústria dos sonhos

Ao considerar que a indústria dos sonhos no Espírito Santo é jovem e ainda tem muito que avançar, Nerleo Caus, presidente da Associação Brasileira de Hotéis, em declaração à coluna Victor Hugo, em A GAZETA de domingo (18/04), tocou num assunto que nos desperta para alguns dos mais necessários e acirrados debates. O quanto do progresso econômico capixaba está sendo transferido para a indústria dos sonhos? O quanto estivermos interessados em colocar isso em pauta irá definir a qualidade de desenvolvimento de nosso turismo e de vários setores que influenciam diretamente a auto-estima do capixaba.

É preciso, sobretudo, definir alguns aspectos que conceituam indústria de sonhos. Para muitos, o cinema é a expressão máxima desta indústria, para outros, é na música que isso se completa. Os especialistas consideram que indústria de sonhos são todos os aspectos que se interagem para formar as indústrias da criatividade, movidas graças às modernas engenharias do encantamento.

São termos novos, atuais, que o mundo dos negócios passa a conhecer a partir de teorizações mais recentes sobre o capitalismo cognitivo ou economia do conhecimento. As indústrias criativas são setores da economia que podem ser estimulados pelas boas ideias. Turismo, cinema, música, teatro, culinária, moda, dança, design visual, tecnologias de comunicação, jogos, beleza, artes gráficas, circo, poesias, cultura popular, mídias sociais e tantas outras atividades que geram mais renda e emprego do que a indústria tradicional, e formam as indústrias dos sonhos. Com a vantagem de não poluir e se atualizarem conforme os avanços tecnológicos, esses setores estimulam a economia de forma robusta, além de garantir o que os sociólogos chamam de re-encantamento do mundo.

É fato que em todo o Brasil, determinadas compreensões ainda são novidades. Até mesmo o estudo das cadeias produtivas da cultura é recente, porque durante muito tempo as atividades culturais não foram vistas como negócios. Hoje, o Ministério da Cultura tem amplos projetos para acelerar o entendimento das indústrias criativas como geradoras de emprego, renda e desenvolvimento. Assim como o Ministério da Ciência e Tecnologia desenvolve diversas ações para que a cultura digital seja empreendida com inovação. É um bom negócio.

Tudo isso passa por uma nova educação. Por uma nova percepção do mundo. O Governo do Estado desenvolve notáveis ações com este propósito. Testemunho os resultados históricos de evolução social, por exemplo, a partir do Programa Nossa Bolsa, do qual fui gestor enquanto secretário estadual de Ciência e Tecnologia e que abre novos horizontes para o capixaba.

Mas, Nerleo Caus tem razão. Temos que avançar em políticas públicas que se utilizam de tecnologias e cultura para incluir os pequenos empresários neste novo ambiente e amadurecer no Espírito Santo aquilo que o mundo vem chamando de indústria dos sonhos. Vamos (nos) encantar mais!

Paulo Foletto – Deputado estadual / PSB-ES

(Publicado em A Gazeta em 26/04/10)

De volta ao Parlamento

Nesta quarta, 31, deixei o comando da Secretaria de Estado de Ciência e Tecnologia (SECT) para reassumir meu mandato de deputado estadual pelo PSB, na Assembleia Legislativa. Há um ano aceitei o desafio e a convite do governador Paulo Hartung assumi a Pasta com o propósito de intensificar as ações da Secretaria e principalmente os programas sociais e projetos que realiza em conjunto com a Fundação de Amparo à Pesquisa do Espírito Santo (Fapes).

Paulo Foletto de volta ao Parlamento

Paulo Foletto de volta ao Parlamento

Dentre todas as inúmeras competências da SECT, sem dúvida o Programa Nossa Bolsa é o que detém maior interesse social. Com seriedade e transparência ampliamos o número de benefícios e promovemos ampla divulgação do Programa, indo aos municípios falar para os estudantes e assim, registrando o maior número de inscritos desde sua criação, em 2006: foram mais de 25 mil cadastros só para 2010.

Outros importantes projetos também foram ampliados e aperfeiçoados, tais como a concessão de bolsas de Mestrado e Doutorado; investimentos em pesquisas; bolsas de iniciação científica para o Ensino Médio; instalação de Centros Vocacionais Tecnológicos (CVT’s) para capacitação de trabalhadores em vários municípios, atendendo às demandas dos arranjos produtivos locais; ampliação das parcerias com as Instituições de Ensino Superior (IES’s) públicas e privadas; realização da Semana Estadual de Ciência e Tecnologia e outros eventos científicos e educacionais.

Faço um balanço muito positivo desse período. Importante pelo aprendizado e experiência, pela oportunidade de participar de uma equipe de Governo tão determinada e competente, pela condução firme e segura do governador Paulo Hartung, pelo apoio recebido, pelas parcerias firmadas e consolidadas. Pelas novas amizades construídas e, sobretudo, pelos estudantes que concorreram ao Nossa Bolsa e seus familiares, que acreditaram e confiaram no nosso trabalho.

Retorno à Assembleia Legislativa para encerrar o último ano deste meu segundo mandato de deputado estadual. Volto com a consciência tranquila do dever cumprido. No Legislativo, como já é característica de meu mandato, continuarei meu compromisso com as bandeiras do cooperativismo, do meio ambiente e do crescimento sustentado, contribuindo, assim, para o desenvolvimento econômico e social do Estado.

Um abraço e obrigado aos que caminharam comigo e torceram pelo êxito dessa fantástica experiência!

Ficha limpa

Ficha limpa

Ficha limpa

O Projeto de Lei Popular “Ficha Limpa”, previsto para entrar na pauta da Câmara Federal no início de abril, é resultado dos debates, mobilizações e pressões de segmentos sociais. Na semana passada, em Vitória, quando o substitutivo do Grupo de Trabalho da Ficha Limpa da Câmara dos Deputados foi entregue à presidência daquela Casa, um grupo de jovens capixabas deu exemplo de preocupação com a ética na política. A Transparência Capixaba Jovem e Comissão Especial de Advogados em Início de Carreira da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) – ES promoveram debate do PLP que aborda a vida pregressa dos candidatos, ao qual tivemos a satisfação de comparecer.

Infelizmente o evento não atraiu numeroso público alvo, embora os parlamentares que estiveram presentes façam parte de uma nova safra de políticos com ideias e pensamentos progressistas. Distante desse perfil, entretanto, está a grande maioria dos políticos que ainda atua com base numa cultura conservadora e tradicional, fundamentada nas práticas do poder do mando, da troca de favores e das benesses pessoais. Essas atitudes são registradas desde o período colonial, tendo como primeiro exemplo histórico a divisão das capitanias hereditárias, com a entrega das terras a nobres e amigos do rei português. Ou seja, uma política de ação entre amigos.

Assim, a discussão da ética na política não é um tema novo – embora seja sempre atual. Há muito vem sendo debatido por acadêmicos, intelectuais, personalidades e segmentos da sociedade. Em 2006, o ex-ministro e professor Luiz Carlos Bresser-Pereira publicou um artigo sobre o assunto no jornal Folha de S. Paulo, e uma frase merece destaque: “O político deve agir de acordo com a ética da responsabilidade, porque essa é a única ética compatível com o espírito republicano”.

A importância de movimentos como o “Ficha Limpa” é destacada exatamente porque age em função do político e do eleitor. Do primeiro, cobrando ações e compromissos. Do eleitor, abrindo-lhe os olhos, oferecendo informações. Enfim, porque atua para a construção de um comportamento ético de ambas as partes.